sábado, 18 de maio de 2013

Saudade de Mamãe




No dia em que mamãe completaria mais um ano de vida!!!!!

Querida mãezinha: 
Neste dia em que completaria mais um ano de vida se estivesse junto a nos, lembro-me com saudades os momentos felizes que vivi ao teu lado! Na época em que eu era apenas um garotinho, não entendia o porque de tantas cobranças, hoje mamãe sei de tudo e agradeço do mais profundo de minha alma. Graças a você posso devolver a meus filhos seus ensinamentos que com certeza eles os levarão para os seus! Lembro das muitas noites que ficaste ao meu lado, embalando-me na cama, acariciando meu rosto e cantarolando canções de ninar. Lembro das vezes que deixavas os afazeres e embolavas no chão me fazendo sorrir. Era bem pequeno, mas não me esqueço de nada. O mesmo amor que a mim dedicavas era distribuído com os demais irmãos. Lembro da correria que era sua vida para que não nos faltassem nada. Lembro do primeiro casaquinho de lã, as alpargatas, as caminhadas no lombo do burro, a corrida atrás dos bodes no alto da serra, o cachorro preferido “Pombinho”, o papagaio que cantava e assoviava como gente, os cercados, as árvores frondosas, fruteiras e as caminhadas por entre as florestas de nosso mundinho maravilhoso. Lembro das noites de luar com milhões de estrelas cintilantes, a brisa leve e fria que nos fazia adormecer na varanda da casa. Lembro dos dias de festa, em que nos fazia vestir nossa melhor roupa para estarmos bonitos. Quantos sonhos nas noites de Natal, tudo que aprendi sobre Jesus foi você que me ensinou em uma noite de Natal. Lembro dos teus gestos carinhosos com os nossos colegas, a primeira professora, a escola, a igreja, a estação, a feira e também dos castigos que recebíamos por causa das peripécias.
A saudade que hoje me invade a alma tem motivo. E a falta Incomensurável  que você faz, ninguém a substituirá nessa vida, Te perdi materialmente muito cedo, mas guardo no coração a tua imagem, tua bondade, teu sorriso e teu eterno contentamento. 
Daria tudo para ter-te novamente ao meu lado. Sinto saudades da comidinha caseira, do tempero, da roupinha passada no ferro a brasa, da casa limpa e brilhante. Vejo-te agora, como antes, na imaginaria cadeira de balanço, sempre cantarolando para passar o tempo. Vejo-te como antes e me conforto porque tenho certeza que estás no paraíso, olhando e orando por nós.
Contigo aprendi a viver e lutar, a ser quem sou e a entender que o mundo é mesmo assim. Lamento ter te perdido mas sei que a lei da vida e esta e sei também que meus filhos um dia terão que me dar adeus em uma estação qualquer, os deixarei órfãos de meu carinho, amor e afeto, mas com a certeza que são seres humanos de verdade e tudo isso devo a você querida Mãezinha!!!

POEMA




Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim,
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

https://www.youtube.com/watch?v=QlGvc_p8j6I

Cazuza!

sábado, 11 de maio de 2013

Dia das Mães





Sem perceber a mulher traça seu caminho. Caminho este que se projeta através de suas dores e lutas, anseios e amores. Muitas vezes não é notada e nem valorizada. Inútil tentar decifrar essa mulher. Esse intenso universo de emoções, sensibilidade e força, está sempre rompendo barreiras para conquistar o espaço em defesa do seu filho.

Quando grávida, ela carrega, dentro de si, sua vida que tira tudo dela, deixando-a fraca e enjoada, pois, precisa de seu sangue para construir o próprio caminho. Os primeiros meses são difíceis, noites sem dormir, entre cólicas e manhas. Sua vaidade é ferida, acha que vai ficar feia, gorda. O brilho de seus olhos revela preocupações. Essa mulher que gera santos, bons e maus.

Mãe sempre defende, nunca vê defeitos, se a filha engravida, o culpado é o filho da outra, se bebe, se mata, alguém o colocou em maus caminhos, mas nunca assume o erro do filho. Alguns pedem sua benção, outros dizem para onde vão, outros batem a porta com força sem dizer quando voltam ou se voltarão. Por estes ela sofre, sente angústia, reza e chora.

Algum tempo depois, eles voltam. Rosto fechado, objetos atirados longe, xingam, chutam, deprimem..."Ele está nervoso”, justifica a mãe, “foi tão doentinho quando criança”. Não tem sorte na vida, mas tem um bom coração. “Os irmãos e o pai não tem paciência com ele”, quando está bom é um filho maravilhoso, e assim continua a mãe sempre defendendo seu filho, pois quer vê-lo feliz a qualquer preço.

Mãe não dorme, cochila em estado de alerta, enquanto seus filhos não chegam. Não comem senão as sobras, ou quando vai comer algo o filho aparece e pede. Mãe quando bate ou castiga, apanha junto, meio a meio. Quando o filho faz uma graça, faz questão de contar para os outros, pois o dela é sempre o mais inteligente, mais bonito, o que representa melhor.

Observe o olhar de uma mãe quando seu filho tem uma vitória, é tão contagiante que o seu semblante se modifica. Ameace um de seus filhos e estará enfrentando uma leoa feroz! Agora elogie e acaricie um deles e estará acariciando a própria mãe.

É impossível descrever o mistério materno. Mãe moça, bonita, feia, velha, mãe santa, até o dia em que consumida no silêncio e na dor, se vai para sempre! E este lugar, nunca será preenchido.


Autor Desconhecido!

domingo, 5 de maio de 2013

O Momento da Criação



Minha aventura teve inicio no dia em que Deus puxou o gatilho da criação, naquele instante meio bagunçado do universo tudo se formou! La estávamos todos nós, os que já morreram, nós que estamos por aqui e todos que ainda estão por vir, tudo é questão de imaginarmos!
Já a minha viagem física aconteceu na década de 1960, atravessei um século, um milênio e aqui permanecerei por toda  eternidade, mesmo depois de minha partida física, por aqui estarei, pois tudo que se é criado por Deus será eterno, e tudo que será eterno já foi criado naquele momento, o da criação!
Se vc não acredita em Deus, imagine que mesmo em simples moléculas de poeira vc estará por toda a eternidade junto á criação, e eu que acredito estarei com Deus, o Carpinteiro do Universo!
Obrigado Deus por ter me dado à vida naquele momento, o da criação!
Obrigado Deus por ter me dado a Linda Dina, meu muito obrigado senhor!
Obrigado por ter me presenteado com essa sua filha que também acredita piamente no Senhor!




https://www.youtube.com/watch?v=34nrWcUglVg

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Yo Simplemente Yo




YO SIMPLEMENTE YO,
CUANDO LLUEVE, CUANDO ESCAMPA,
CUANDO CANTO, CUANDO HABLO,CUANDO AMO.
SIMPLEMENTE YO, CUANDO TE HAGO EL AMOR,
CUANDO TE DESEO, CUANDO DIBUJO EN TU CUERPO MIS PALBRAS.

MIS PROSAS, MIS LIRICAS, SIMPLEMENTE YO,
EN EL MAR , EN LAS OLAS SERENAS,
EN LAS DE LAS TORMENTAS DE INVIERNO EL ALTA MAR...

SIMPLEMENTE YO, EN LAS BRISAS DE VERANO,
EN EL FUEGO, EN EL AGUA CRISTALINA,
EN EL SOL QUE QUEMA...

SIMPLEMENTE YO,
EN EL AMANECER TIBIO,
EN EL CANTO DE LAS AVES EN TU VENTANA,
EN LA RISA DE LOS NIÑOS...

SIMPLEMENTE YO,
EN LO AMANTES QUE SE TIENEN,
QUE SE BESAN Y SE AMAN...
QUE SE DICEN COSAS BELLAS LLENAS DE AMOR,
EN LA HOJA QUE CAE, EN LA ROSA CON ESPINAS,
EN EL ARIE QUE RESPIRAS, EN LATIDO DEL CORAZON...

SIMPLEMENTE YO,
SENTADO JUNTO A TI COMTEMPLANDO
TU SONRISA Y CALIDA VOZ,
AMANTE SIN LIMITES, SIN PRESIONES...
SIMPLEMENTE SOY ASI...
SOLO ASI...YO..

terça-feira, 16 de abril de 2013

Havíamos Prometido Não Chorar





Havíamos Prometido não chorar ...

Perdoa-me
Talvez esta seja a última vez  que nos sentamos para tomarmos um café juntos.
Talvez seja a última vez que nos veremos, então vamos tentar estar bem por favor.
Eu quero levar como lembrança um sorriso seu.
Por favor, não chore mais.
Você se lembra daquela tarde em que nos encontramos, foi muito bom te conhecer, foi tudo muito bonito o que aconteceu entre nós, mas é pena, é pena que tudo acabou.
Agora é necessário separar-nos, não sigamos nos fazendo mal, a nossa vida já estava se tornando apenas uma rotina, e o amor, o amor é outra coisa, o amor deve ser alimentado todos os dias com essas pequenas coisas que nós já perdemos.
O seu café vai esfriar, aqui ninguém tem que se sentir culpado, as pessoas estão olhando para nós, por favor não chore mais
... Eu amo ... Eu te amo
Não, o nosso amor é um costume, um habito, o amor verdadeiro é outra coisa.
Agora eu vou partir, é o melhor para nós, desejo-lhe muita sorte, que  você sejas muito feliz, adeus, adeus ...
Eu te amo, eu te amo
Adeus ... 

Traduzido por Acelino J. Aparecido

'' PROMETIMOS NO LLORAR '' PALITO ORTEGA



sábado, 13 de abril de 2013

Reverência ao destino




Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."
Carlos Drummond de Andrade