quarta-feira, 18 de abril de 2012

FILOSOFIA PARA VELHICE




Você sabia, que a única época da vida que queremos ficar velhos é quando somos criança?
Quando temos menos de 10 anos, temos tanta vontade de envelhecer que pensamos em frações:
- “Quantos anos você tem? – Tenho quatro anos e meio.”
Nunca teremos trinta e seis anos e meio. Temos quatro e meio, quase cinco! Este é o segredo.
Na adolescência, então, ninguém mais nos segura. Teremos sempre um ano a mais, ou mesmo alguns à frente: - “Quantos anos você tem? – Vou fazer 16!” Podemos ter 13, mas... “vou fazer 16!”.

Daí, chega o maior dia da nossa vida... Fizemos 21 anos. Até as palavras parecem cerimoniosas.
Fizemos 21... YESSSSS!
Mas, então, chegamos aos 30. Oh, que aconteceu?

Isso nos faz parecer leite estragado! Fica azedo, temos que jogá-lo fora. Não tem mais graça, é apenas leite azedo. O que está errado? O que mudou?

FIZEMOS 21, ATINGIMOS 30, e agora estamos ESPERANDO 40. Caramba! Pode parar, tá tudo errado!
Antes mesmo de percebermos, CHEGAMOS aos 50 e nossos sonhos se esvaíram.

Mas, espera! Fizemos 60. Nem imaginávamos que conseguiríamos!
Assim, FIZEMOS 21, ATINGIMOS 30, ESPERAMOS os 40, CHEGAMOS aos 50 e ALCANÇAMOS os 60.
Atingimos uma velocidade tão grande que já batemos nos 70!
Daqui prá frente, é um dia depois do outro...
Quando conseguimos chegar aos 80, cada dia é um ciclo completo: alcançamos o almoço; passamos pela tarde; chegamos à hora de deitar.
Se chegarmos aos 90, começamos, então, a voltar:  - “Eu tinha exatamente 92 anos...”.
A í, acontece uma coisa estranha. Se passarmos dos 100, tornamo-nos crianças outra vez:
- “Eu tenho 100 e meio!”
Que todos nós cheguemos a uns saudáveis 100 e meio!

George Carlin, aos 102 anos.





Nenhum comentário:

Postar um comentário